
Lúcida ainda vivo...
Enquanto agonizo em busca do fim
Surda e logo cega...
De olhos abertos espero
Até que a desgraça
Tome conta de mim...
Inspiro e Expiro depressa
Mas o ar já não me ajuda assim...
Eu penso e relembro a vida
Tudo passa como filme...
E as ordens me fazem refletir...
Me arrependo e logo quero chorar
Mas não sinto as lágrimas rolarem
Pois meu corpo já está dormente...
E aos poucos começa a gelar
Enquanto eu demente...
Sinto vontade de gritar
Mas sei que seria inútil
Eu planejei tudo...
Para que ninguém pudesse atrapalhar
O momento fútil
Enquanto esboço a arte de me matar.